Em 2025, as cotas de consórcio cresceram 36% (ABAC) e a multipropriedade avançou 16,6%, alcançando R$ 92,7 bilhões em VGV. O Amazon Parques & Resorts, em Penha (SC), é um case dessa mudança ao transformar compra coletiva em patrimônio imobiliário ativo, com gestão profissional e uso flexível
O mercado de consórcios registrou um crescimento recorde de 36% na venda de novas cotas de imóveis em 2025. A multipropriedade também teve números de crescimento expressivos de 16,6%. Indicadores revelam uma mudança estrutural no comportamento do consumidor: a aceitação dos modelos em que esforços comuns geram benefícios individuais.
Janeiro, 2025. A pressão inflacionária e a manutenção da Selic em patamares elevados aceleraram uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, com a migração da compra individual para modelos de economia de escala compartilhada. A lógica de que “esforços comuns geram benefícios individuais”, virou estratégia de consumo inteligente e de proteção patrimonial.
Somente no último ano, a evolução nas cotas de consórcio de imóveis no Brasil foi um recorde de 36,0%, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). A estimativa da associação é crescer 25,0% este ano. No geral (incluindo todas as modalidades de consórcio), os negócios concretizados também bateram recorde. O volume ultrapassou a marca de R$ 500,27 bilhões, 32,1% maior que os R$ 378,73 bilhões do ano de 2024.
Já a multipropriedade, onde consumidores dividem a titularidade de ativos imobiliários, avançou 16,6% em 2025, e também atingiu a marca recorde de R$ 92,7 bilhões em VGV (Valor Geral de Vendas) segundo relatório Caio Calfat Real Estate/ ADIT Brasil.
O Amazon Parques & Resorts, em Penha (SC), ao lado do Beto Carrero World, opera nessa onda de mercado. O projeto, que avança acima do previsto com grande parte das cotas já comercializadas ainda na fase de obras, utiliza a engenharia financeira do fracionamento para viabilizar o acesso a um imóvel de alto padrão em localização privilegiada e pagamentos facilitados, com gestão da multinacional Wyndham Hotels & Resorts.
O empreendimento está situado na Região Sul, que lidera o ranking nacional do setor com um volume de R$ 26 bilhões em VGV e cresceu 53% em unidades habitacionais em relação a 2024.
“No modelo tradicional, um proprietário de casa de férias arca com 100% da ociosidade e dos custos fixos. No modelo de multipropriedade, o “esforço comum” dos cotistas dilui essas despesas. Essa racionalização, muitas vezes, atrai o comprador que já aderiu aos consórcios e agora busca outros modelos eficientes no mercado imobiliário’, diz Roberto Kwon.
Dados da ABAC demonstram que o setor movimentou R$ 467 milhões só em taxas de administração no último ano. Porém, diferente do consórcio, que é um investimento de espera (passivo), a cota do Amazon Parques & Resorts é uma aquisição ativa. “O resort converte o poder de compra coletivo em patrimônio escriturado, integrado à rede global RCI, e permite que a sua cota em SC seja trocada por hospedagens em 4.000 destinos globais”, conta o executivo.
Fonte: Portal Radar Imobiliário